Bruno Silva perde R$ 20 milhões do FUNDEB em 2026 e escancara falha grave na gestão da educação
Portaria Interministerial nº 14/2025 confirma queda de recursos enquanto cidades que fizeram o dever de casa avançam.
A educação pública de Coelho Neto vai sofrer um dos maiores retrocessos financeiros dos últimos anos. De acordo com as estimativas oficiais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para 2026, estabelecidas pela Portaria Interministerial MEC/MF nº 14, de 29 de dezembro de 2025, o município deve receber cerca de R$ 84 milhões.
Em 2025, Coelho Neto recebeu aproximadamente R$ 104 milhões.
👉 A diferença representa uma queda de quase R$ 20 milhões no orçamento da educação.
Isso não é um detalhe técnico.
Isso não é ajuste contábil.
Isso é dinheiro que deixa de chegar às salas de aula.
O que diz a Portaria Interministerial nº 14/2025
A Portaria Interministerial nº 14/2025 é o documento oficial que define:
- As estimativas de receitas do Fundeb para todos os estados e municípios em 2026;
- Os valores de complementação da União (VAAF, VAAT e VAAR);
- Os critérios de distribuição dos recursos;
- Os parâmetros de cálculo por aluno.
O texto deixa claro que o FUNDEB cresceu nacionalmente e que a União aumentou sua participação para o percentual máximo previsto em lei: 23% do total do fundo.
Ou seja:
- Há mais dinheiro no Fundeb em todo o Brasil.
- Mas Coelho Neto vai receber menos.
Isso mostra que a queda não é resultado de crise nacional, nem de corte do Governo Federal e nem culpa dos professores. É resultado direto da forma como o município vem conduzindo sua política educacional e administrativa.
O que faz um município perder recursos do FUNDEB?
O FUNDEB não funciona por sorte ou favor político. Ele funciona por critérios técnicos e legais, como:
- Cumprimento rigoroso de prazos;
- Envio correto de dados do Censo Escolar;
- Regularidade das informações no sistema do MEC;
- Cumprimento das exigências legais;
- Qualidade da gestão educacional...
Indicadores de desempenho e transparência
Quando um município perde recursos, isso normalmente está ligado a:Erro de gestão
- Erro de gestão;
- Informação mal enviado;
- Prazo perdido
- Exigência legal não cumprida
O dinheiro não é cortado por nota de aluno.
Não é reduzido por dificuldade de aprendizagem.
Não é retirado por causa de professores.
Ele é reduzido quando a gestão falha.
Enquanto Coelho Neto perde, quem trabalha sério avança
A Portaria mostra com clareza que municípios que investiram em políticas públicas reais de valorização da educação serão premiados em 2026:
📍 Buriti → mais de R$ 22 milhões a mais
📍 Caxias → mais de R$ 13 milhões a mais
📍 Duque Bacelar → mais de R$ 5 milhões a mais
📍 São João do Sotér → mais de R$ 13 milhões a mais
Essas cidades não perderam recursos.
Essas cidades avançaram.
Elas demonstraram que quando há planejamento, compromisso com a educação, valorização dos profissionais, organização administrativa e respeito às regras do Fundeb, o resultado aparece.
São exemplos de que política pública séria funciona.
O impacto direto para os alunos de Coelho Neto
Uma queda de quase R$ 20 milhões não é abstrata. Ela tem consequências reais:
- Menos investimentos em reforma de escolas;
- Menos recursos para transporte escolar;
- Menos estrutura para salas de aula;
- Menos material pedagógico;
- Menos tecnologia educacional;
- Pressão sobre a folha dos profissionais da educação
Na prática, isso significa:
- Escolas mais sucateadas;
- Alunos com menos apoio;
- Professores com menos estrutura;
- Ensino mais precarizado.
Quem paga essa conta não é a prefeitura.
Quem paga é o estudante da escola pública.
Marketing não educa, gestão educa
Nos últimos anos, Coelho Neto foi palco de campanhas publicitárias, premiações simbólicas, eventos institucionais e discursos de “cidade modelo”.
Mas a realidade dos números desmonta o discurso.
Se a gestão fosse exemplo na educação, Coelho Neto estaria na lista das cidades que ganharam recursos — e não entre as que perderam.
Se houvesse política educacional sólida, planejamento técnico e compromisso com resultados, o município não estaria prestes a abrir um rombo de R$ 20 milhões no orçamento da educação.
O que se vê é uma gestão baseada em marketing, não em resultado.
Concluindo
A Portaria Interministerial nº 14/2025 mostra que:
- O Fundeb cresceu no Brasil;
- A União ampliou sua participação;
- Municípios bem administrados foram premiados;
- Coelho Neto perdeu recursos
A cidade que se vende como “referência” agora aparece como exemplo de retrocesso.
E quando a propaganda acaba, sobra a realidade.
Uma realidade que ameaça o futuro de milhares de crianças da rede pública municipal.
Redação | Na Mira dos Fatos CN
Reginaldo Machado – Jornalista
DRT 0098880/SP



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