Justiça reverte perseguição de Bruno Silva.
Crise na Educação: Justiça desfaz demissão e escancara falhas da gestão Bruno Silva no caso da servidora Daguimar
Decisão mostra vícios no processo disciplinar e revela que a administração municipal ignorou direitos básicos da servidora; Daguimar afirma sofrer perseguição política e reage à tentativa de intimidação.
A situação envolvendo a professora Daguimar Gomes da Costa deixou de ser apenas um conflito administrativo e passou a expor, de forma direta, falhas graves da gestão do prefeito Bruno Silva, que autorizou e publicou a demissão da servidora mesmo com ordens judiciais anteriores indicando irregularidades na condução do caso.
A exoneração, assinada pelo prefeito e publicada no Diário Oficial, foi considerada pela Justiça como possivelmente ilegal, abusiva e marcada por violação ao devido processo legal.
A decisão do juiz Manoel Felismino determina a reintegração imediata da servidora e deixa claro que a administração municipal errou ao conduzir o PAD, ao aplicar a penalidade máxima sem notificação adequada, sem permitir defesa e sem ouvir testemunhas.
Na prática, o Judiciário precisou intervir na gestão Bruno Silva para corrigir algo que deveria ter sido respeitado desde o início: a lei.
Servidora desabafa e expõe clima de intimidação
Após a demissão, Daguimar fez um forte desabafo nas redes sociais, respondendo a uma fala atribuída à secretária de Educação.
Segundo ela, a própria secretária teria sugerido que tudo seria apenas “a palavra dela contra a da servidora”, o que foi interpretado como tentativa de intimidação.
Em resposta, a servidora rebateu com firmeza:
“Não foi sua palavra contra a minha, foi Deus contra o demônio! Eu te falei que sou filha do Rei.”
O desabafo direcionado diretamente à secretária e ao prefeito expôs o clima de tensão e perseguição que, segundo Daguimar, domina os bastidores da educação no município.
O que recai agora sobre o prefeito Bruno Silva
A decisão judicial escancara pontos críticos que recaem diretamente sobre o prefeito, pois:
- Foi ele quem assinou a portaria exonerando a servidora;
- Foi ele quem ignorou a primeira decisão judicial que mandava regularizar a lotação;
- Foi durante seu comando que o PAD ocorreu com falhas tão graves que o juiz considerou a demissão potencialmente nula;
- Foi sua gestão que permitiu — ou participou — do clima de perseguição política denunciado pela servidora.
Ou seja:
A responsabilidade política e administrativa pelo erro é do prefeito Bruno Silva.
A Justiça, ao anular os efeitos da demissão, deixa o prefeito em situação delicada, já que o município pode enfrentar multas, ações por danos, além de possibilidade de enquadramento por desobediência.
Para muitos profissionais da educação, este caso não é um acidente — é o reflexo de uma gestão que, segundo eles, tem usado a estrutura pública para sufocar aqueles que não se alinham politicamente.
O Na Mira dos Fatos CN continuará cobrando
Entramos em contato com a Prefeitura de Coelho Neto e com a Secretaria Municipal de Educação, mas até o momento não houve resposta, espaço segue aberto.
Seguiremos acompanhando os próximos passos e a responsabilização da gestão municipal pelo caso.
Redação | Na Mira dos Fatos CN
Reginaldo Machado – Jornalista
DRT 0098880/SP

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