Presidente da Câmara de Coelho Neto-MA, tem contas reprovadas

Presidente da Câmara de Coelho Neto-MA, tem contas reprovadas


A máscara da moralidade da base governista de Coelho Neto acaba de cair mais uma vez. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a desaprovação das contas de campanha do atual presidente da Câmara Municipal, José Ribamar dos Santos Alves Júnior, conhecido como Dr. Júnior, homem de confiança e aliado direto do prefeito Bruno Silva.


Segundo a decisão assinada pela ministra Isabel Gallotti, o vereador ultrapassou o limite legal de autofinanciamento durante sua campanha nas eleições de 2024. Ele poderia utilizar no máximo R$ 2.579,60 de recursos próprios, mas aplicou R$ 5.700,00, excedendo o permitido em R$ 3.120,40 — o equivalente a 28,62% do total arrecadado.


Para a Corte Eleitoral, a irregularidade é grave e insanável, o que inviabiliza qualquer tentativa de aprovação com ressalvas. O TSE foi categórico ao afirmar que o valor excedido “não pode ser considerado módico” e, portanto, fere a legislação e a transparência da campanha.


💬 Tradução prática: o presidente da Câmara — que vive a posar de defensor da moralidade e da lei — foi flagrado pelo TSE violando uma das regras mais básicas do processo eleitoral: gastar além do que a lei permite com dinheiro próprio.


O que o caso revela?


A decisão expõe mais um capítulo do descompromisso ético e político que marca a base do prefeito Bruno Silva. Enquanto o governo tenta manter um discurso de “legalidade e responsabilidade”, os fatos mostram o contrário: irregularidades, condenações e decisões desfavoráveis se acumulam contra nomes próximos ao gestor e ao próprio.


O caso de José Ribamar, hoje presidente do Legislativo municipal, reforça a falta de coerência de uma administração que tenta controlar a narrativa, mas não consegue manter a própria base dentro da lei.


Enquanto alguns são perseguidos e censurados, o grupo do prefeito segue acumulando escândalos — um atrás do outro — sem prestar contas à população.


⚖️ O que disse o TSE


O Tribunal foi firme ao manter a decisão do TRE-MA, lembrando que a extrapolação do limite de autofinanciamento é uma irregularidade grave prevista na Resolução TSE nº 23.607/2019.

Nas palavras da ministra relatora, a irregularidade, por si só, “enseja a desaprovação das contas”, já que ultrapassou tanto o percentual máximo de 10% quanto o valor absoluto considerado admissível (R$ 1.064,10).


Em outras palavras, o presidente da Câmara não apenas desrespeitou a norma, como ainda tentou reverter a decisão em instâncias superiores — e fracassou.


Moral em baixa


A decisão do TSE mancha de vez a imagem do presidente da Câmara e de todo o grupo político que sustenta o prefeito Bruno Silva.

Em vez de dar exemplo de lisura e respeito à legislação, o aliado do governo mostra que as regras só servem para os outros, enquanto os “amigos do poder” seguem em rota de colisão com a lei.


Mais uma vez, quem perde é a população de Coelho Neto, que vê o Legislativo e o Executivo unidos não pelo bem da cidade, mas pela manutenção de privilégios e conchavos políticos.


Decisão do TSE


Redação | Na Mira dos Fatos CN


Reginaldo Machado – Jornalista

DRT 0098880/SP 





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Justiça Dá Razão a Carlos Rodrigues (Carlos da Cemar)

DEMISSÃO DE CASAL DE SERVIDORES DE COELHO NETO EXPÕE POSSÍVEIS ILEGALIDADES, PRESCRIÇÃO E INDÍCIOS DE PERSEGUIÇÃO ADMINISTRATIVA

Professores demitidos sem explicações: onde está o compromisso do prefeito Bruno Silva com a educação de Coelho Neto?