Vereador da base do prefeito tem mandato sob risco após desaprovação de contas no TSE
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| Imagem retirada do site da Câmara Municipal |
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que manteve a desaprovação das contas de campanha de William Laurentino da Silva Borges (William W3), vereador eleito em Coelho Neto-MA, vai muito além de um problema contábil: é um sinal claro de fragilidade política.
O TSE confirmou falhas graves na prestação de contas, como uso irregular de imóveis, notas fiscais genéricas e omissão de despesas em eventos de campanha, configurando recebimento de recursos de origem não identificada (RONI). Isso levanta dúvidas sobre a ética e a responsabilidade do vereador, podendo comprometer sua imagem pública e credibilidade.
Apesar de William Laurentino continuar no cargo, os impactos políticos são evidentes. No plano jurídico, os suplentes do partido ou coligação que o elegeu têm um caminho para tentar assumir a cadeira:
- Podem ingressar com ações judiciais alegando inelegibilidade futura ou abuso de poder econômico, fundamentadas na rejeição das contas;
- Podem solicitar a cassação do diploma se houver comprovação de irregularidades que caracterizem captação ilícita de recursos;
- Devem atuar rapidamente, acompanhando todos os trâmites legais, já que cada atraso pode reduzir as chances de sucesso.
No cenário eleitoral de Coelho Neto, a decisão do TSE serve como alerta para candidatos e suplentes: a transparência e a prestação de contas não são detalhes burocráticos, mas armas políticas poderosas. Para William Laurentino, o desgaste é real. Para os suplentes, há agora uma oportunidade clara de colocar em xeque a permanência do vereador e fortalecer a própria presença política no município.
Em política, a cadeira é mais do que um assento: é símbolo de credibilidade. E neste caso, essa credibilidade está seriamente abalada.
REGINALDO MACHADO – JORNALISTA – DRT 0098880/SP

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