CAPÍTULO II – A SAGA DO BO FANTASMA

 


SÉRIE ORIGINAL SINDFEST/SINDICATO MUNICIPAL DA FARRA, EVENTOS, SINDICALISMO TEATRAL E AFINS
Temporada 1 – Episódio II: “A SAGA DO BO FANTASMA”: Um episódio sindical patrocinado por delírios (e estrelado sem autorização)

Gênero: Paranormal sindical | Thriller jurídico com final previsível | Comédia processual involuntária | Reality-show de falsidade ideológica com roteiro improvisado
Classificação indicativa: Inadequado para quem tem CPF e consciência

Atenção, audiência fiel da série "Puxadinho Sindical - Direto Da Sede Da Vergonha".

Se você perdeu o Episódio I – O Caso do Boletim Fantasma, corre lá e lê. Porque a história começou com assinatura digital na madrugada e ameaça travestida de documento oficial, e agora, meu povo… agora é que a assombração resolveu andar.
Dizem por aí que o capítulo anterior estava “técnico demais”, faltando um “toque a mais pro povo entender”.
Bom, já que pediram…
Aqui vai.

Mas com cuidado, viu?
Porque se exagerar, o presidente do SINDFESTA pode entrar com processo por calúnia, difamação e injúria.
E a gente sabe que ele adora um processinho:
Tem mais que entrega de panfleto em véspera de eleição.
Ah, e não se preocupem com as custas processuais: o presidente pode tudo. Banca advogado como se fosse dono de mineradora no Pará. Paga honorário como quem compra picolé. Dizem até que já tem até banca jurídica própria no quintal de casa, com ar-condicionado e máquina de xerox.
Então eu vou respeitar. Com todo o veneno permitido por lei.
Prometo que se eu der nome, é só nome fictício. Se a carapuça servir, aí já é problema da cabeça de quem usa.
Pois bem...
A história do famigerado Boletim Fantasma ganhou um novo episódio, e adivinha quem virou personagem central? Eu.

Agente de endemias, diretora fiscal e, agora, protagonista de denúncia inventada.
Isso mesmo, senhoras e senhores: me colocaram como AUTORA de um BO que eu nunca fiz.
Dizem que fui eu. Eu digo que não fui.
Mas a assinatura digital… existe.
Quem assinou mesmo foi uma figurinha fácil dos bastidores, dessas que carrega pastinha como quem carrega a arca da aliança.
Adora uma petição com timbre, um protocolo, uma indignação programada.
Só esqueceram de combinar que a mentira tem perna curta e hoje em dia, rastro digital.
Eu, que não sabia de nada, tive que ligar pra meio mundo (inclusive pro ex que trabalha na TIM) explicando que não sou autora de boletim nenhum.

O tal BO apareceu assim: voando nos corredores do fórum, com aura de verdade e cheiro de documento forjado à meia-noite.

E, claro, fui parar onde?
No Ministério Público do Trabalho e no Ministério Público Estadual.
Me representaram. Sim. Fui “representada” como se tivesse fundado o Fantasma S.A. – Denúncias Paranormais Ltda.
Mas como diria o grande pensador contemporâneo Padre Kelmon:
“Isso tem dedo. Tem espírito. Tem encosto.”
Agora, vamos combinar?
Tudo isso seria apenas tragicômico se não fosse também criminoso.
E não sou eu quem diz, não. É o código penal, é o bom senso.
Atribuir falsamente um boletim a alguém é grave.
É falsidade ideológica, é uso indevido da função, é quebra de decoro, é delírio com protocolo.
E enquanto isso, nos bastidores do SINDFESTA...
Lá está ele, nosso presidente performático, ensaiando o próximo monólogo indignado pro Instagram.
A câmera ligada, o filtro ativado, e o discurso decorado: “Não aceitamos ataques infundados à nossa gestão!”
Tradução: "Se criticar, eu processo."
Do outro lado da sala, temos André Repassa, o síndico dos Pix.
O homem que tem o financeiro na palma da mão, que recebe autos pix, faz TED de olho fechado e administra o gerenciador financeiro do sindicato no notebook do quarto. Tudo isso com a sutileza de um rinoceronte gripado: é só perguntar onde foi parar o dinheiro que ele já rosna. 

Mas esse é personagem pra outro capítulo.
Esse aqui ainda é do boletim, o do além.

E pra quem ainda duvida do tamanho da marmota:
O boletim tem assinatura digital.
De alguém. De algum CPF.
Tem IP, tem horário, tem servidor.
Só não tem coragem de assumir.
E agora, fica o grande suspense:
Quem vai representar o boletim fantasma na audiência?
Quem vai encarar o juiz e dizer: “Meu cliente é inocente, apesar de ter sido escrito às 03h17 da manhã por um espírito indignado com a categoria”?

A entidade? Silencia.
A direção? Some.
A assessoria? Trabalha mais pra proteger fantasmas do que filiados.

Mas uma coisa é certa:
Se tiver cela nessa história, vai faltar ventilador no Presídio Central.
Porque a única coisa mais quente que esse BO, é o lugar onde alguns vão acabar explicando como um documento psicografado virou denúncia real.

E se ninguém tiver coragem de admitir autoria, nem problema:
Chama logo o Tiririca, porque no meio desse circo sindical, “pior que tá, sempre dá pra piorar.”

Reginaldo Machado

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