NEGLIGÊNCIA NA SAÚDE E DESPREZO À DOR ALHEIA: O CASO RENAN TORQUARTO E A FALA CHOCANTE DE UM SERVIDOR PÚBLICO
De acordo com um familiar, desde as 9h da manhã do dia anterior à sua morte, Renan estava internado na UPA. A regulação afirmava que não havia leito em Caxias nem ambulância com UTI para sua remoção. Curiosamente, após o falecimento, surgiu transporte, surgiram exames e estrutura — como se a morte fosse mais fácil de gerenciar do que a vida.
A revolta da família é legítima. Eles lutaram até o fim, mas foram vencidos pela frieza do sistema. “Quando o rapaz estava em vida, não tinha lugar pra colocar. Agora, depois que ele faleceu, apareceu tudo: veículo, exame, transporte. Isso é o que revolta a gente”, desabafou o parente.
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| Francisco Leidival (Walber) |
Como se não bastasse o sofrimento, a cidade ainda se deparou com uma fala absurda de Francisco Leidival, mais conhecido como Walber, que ocupa o cargo de assessor técnico da Secretaria de Gestão e Orçamento. Ao comentar sobre a gravidade de doenças e a morte de pessoas, ele debochou:
“Rapaz, como vocês são tão baixos. Quer dizer que no passado nunca morreu ninguém? [...] Senhora, bota sua cabeça que hoje morre mil e nasce mil e um [...]”.
Essa declaração de desprezo à dor humana e insensibilidade diante de uma perda tão recente e traumática não condiz com o mínimo que se espera de um servidor público. Muito menos de alguém que trabalha em uma pasta tão estratégica quanto a de Gestão e Orçamento.
A sociedade coelhonetense exige respostas. Não é aceitável que vidas sejam tratadas com tanto descaso. Não é aceitável que servidores públicos zombem da dor das famílias. Não é aceitável que só após a morte o sistema funcione.
Quantos “Renans” mais precisarão morrer para que o poder público assuma sua responsabilidade com dignidade e seriedade?
É hora de exigir justiça, transparência e respeito.
Reginaldo Machado
Redação – Na Mira dos Fatos CN

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