Saúde em Queda, Diárias em Alta: A Incompetência que Custa Vidas.
Saúde em Queda, Diárias em Alta: A Incompetência que Custa Vidas
Senhoras e senhores, acomodem-se em suas poltronas, pois o circo está armado e o picadeiro é a própria cidade! O ilustre secretário de saúde, figura mais viajada que artista de novela, encontra-se fora da cidade, enquanto o sistema de saúde local agoniza mais do que paciente em fila de espera. Dizem que ele viaja tão frequentemente que os passarinhos do aeroporto já sabem seu nome e os comissários de bordo já o chamam de "passageiro preferencial".
Enquanto ele desfruta do conforto de ares mais saudáveis, os munícipes sofrem com a falta de medicamentos no CAPS e na UPA, escassez de copos descartáveis no posto de saúde do Anil (imaginem só, até um gole d'água virou luxo!), servidores sem salário, um raio-X que mais parece uma sucata de museu e um tomógrafo que desapareceu mais misteriosamente do que dinheiro de orçamento público. E ninguém sabe pra onde foi! Será que viramos protagonistas de um novo episódio de "Mistérios da Gestão"?
E a Vigilância Sanitária? Ah, essa está tão ausente que os abatedouros da cidade se transformaram em verdadeiras cenas de filme de terror. Sem fiscalização adequada, a higiene passa longe, e a população é quem paga o preço pela negligência. Carne sem inspeção, locais sem condições sanitárias mínimas, e a Vigilância? Finge que não vê. Para quem busca emoção, basta uma visita para testemunhar o descaso de perto.
Já o presidente da Câmara Municipal — que deveria ser a voz do povo — mais parece advogado do governo municipal, sempre pronto a defender o indefensável. Ele teve a audácia de citar uma obra que, até agora, só foi vista nos sonhos de engenheiros muito criativos. O local da tal obra? Cheio de mato, bem arborizado, talvez até dê para fazer um ecoparque! Mas obra que é bom, nada. E ainda teve o desplante de dizer que a Câmara trata as coisas com seriedade e não pode aceitar informações erradas. Ora, é a mesma seriedade que ele usa para propagar inverdades?
E não podemos esquecer da farra das diárias. Nosso secretário de saúde, às custas do povo, quase pagou R$ 9.000 para uma ida a Brasília, mas depois, num ato de suposta "generosidade", reduziu para R$ 5.400. Uma ida e volta para Caxias - MA custou R$ 900. É um preço tão absurdo que até o Uber ficaria sem graça de cobrar! Enquanto isso, servidores que vão a São Luís recebem menos da metade desse valor. A austeridade é sempre seletiva, não é mesmo?
Mas nada se compara à tragédia do dia 13/02/2025. Mais uma gestante perdeu a vida na maternidade de Coelho Neto. Dessa vez, uma mulher do povoado Mocabimnho de Buriti - MA, que carregava em seu ventre não apenas um filho, mas a esperança de uma vida melhor. Esperança esta que foi esmagada pelo descaso e pela incompetência de uma gestão que já ultrapassou todos os limites da irresponsabilidade.
E essa não foi a primeira vida perdida. Em 2024, uma servidora da saúde de Coelho Neto também faleceu no parto. Justamente quando mais precisou do sistema de saúde da cidade à qual dedicou sua vida, foi abandonada, negligenciada e pagou com a própria existência. Quantas mães ainda precisarão morrer para que esse governo pare de tentar esconder a verdade?
Duas mães mortas. Famílias despedaçadas. O silêncio ensurdecedor das autoridades. Até quando?
E a resposta para essa tragédia não pode ser silenciada com discursos vazios ou desculpas esfarrapadas. A saúde de uma cidade não pode ser comandada por um secretário que não entende do assunto, que não conhece a realidade dos hospitais, que só pensa em aparecer na mídia e gastar diárias como se fossem troféus de incompetência. A saúde precisa de liderança, não de um blogueiro que se preocupa mais com a própria imagem do que com a vida das pessoas.
O que fez o secretário? Nada, porque sequer estava na cidade. O que fez o presidente da Câmara? Disse que a maternidade tem "parto humanizado". Mas que humanidade é essa que deixa mães morrerem sem assistência? Que seriedade é essa que abandona vidas como se fossem números em um relatório esquecido?
Isso não é um erro de gestão, não é um problema administrativo: é um crime contra a dignidade do povo! Até quando aceitaremos esse teatro de horrores? Até quando o povo será obrigado a assistir de mãos atadas enquanto vidas são perdidas?
E assim segue o espetáculo, onde os gestores encenam papéis de grandeza enquanto a população sofre como figurante sem falas. Resta saber até quando o povo será apenas espectador passivo desse show de horrores. Talvez seja hora de interromper a peça e reescrever o roteiro dessa cidade!
Porque, convenhamos, já estamos fartos de tanta palhaçada, e o picadeiro deveria ser desmontado para darmos lugar à seriedade e à dignidade que o povo merece!
Elison Morais

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