Gestão Bruno Silva assume erros e a culpa é do digitador.

Auditoria do TCE/MA expõe falhas graves na Educação de Jovens e Adultos em Coelho Neto: gestão Bruno Silva acumula erros e descaso



Uma recente auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) revelou uma série de falhas graves na condução da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Coelho Neto, escancarando o descaso da gestão do prefeito Bruno Silva com a educação municipal, tivemos acesso a resposta do prefeito ao TCE/MA.


Erros de dados e manipulação nas matrículas

A própria prefeitura admitiu  as divergências nos números de matrículas da EJA. Foram reconhecidos erros grotescos de digitação, trocas de valores entre anos e até mesmo omissões de dados importantes, totalizando a discrepância . Como confiar em uma gestão que não consegue organizar corretamente os números de sua própria rede de ensino?

Pior ainda foi o argumento apresentado pela prefeitura: simples “erros de digitação”. A explicação é como uma desculpa para encobrir a negligência e a falta de controle interno sobre dados essenciais.


Alunos fantasmas e falta de transparência

Outra irregularidade apontada foi a diferença entre o número de alunos informados pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED) e os dados registrados nas Atas de Resultados Finais. Em outras palavras, há suspeitas de que o município pode estar inflando números para obter maiores repasses ou mascarar a evasão escolar.

A prefeitura alegou que as diferenças devem  à migração de alunos, resistências e falecimentos — explicações genéricas e pouco convincentes diante da gravidade das irregularidades apontadas.


Baixa frequência e abandono dos alunos da EJA

Os auditores  também revelaram que a frequência média dos alunos da EJA nas escolas presenciais foi de apenas 29%. O índice vergonhoso escanca o abandono por parte da gestão municipal. A prefeitura iniciou o problema dizendo que muitos alunos trabalham ou têm problemas de saúde, mas ignorou seu papel em criar políticas públicas que incentivem a permanência dos estudantes.

A falta de regulamentação para atividades complementares e o uso insuficiente de métodos alternativos para manter o engajamento dos alunos evidenciam a total falta de planejamento educacional.


Meta educacional ignorada e ausência de qualificação profissional

Outro ponto crítico foi o descumprimento da Meta 10 do Plano Municipal de Educação (PME), que prevê a articulação da EJA com cursos de educação profissional. Em um município onde muitos jovens e adultos buscam qualificação para o mercado de trabalho, a ausência dessa integração é um descaso inaceitável.

A gestão limita as alegadas dificuldades financeiras e de infraestrutura, ignorando completamente o impacto social da missão. Enquanto isso, centenas de alunos tiveram acesso a oportunidades que poderiam mudar suas vidas.


Escolas sucateadas e promessas vazias

As condições físicas precárias de várias escolas municipais também foram alvo de auditorias. Estruturas comprometidas, falta de mobiliário adequado e ambientes insalubres foram algumas das falhas constatadas.

Em resposta, a prefeitura prometeu reformas para o segundo semestre de 2025 — ou seja, os alunos continuarão estudando em condições adversárias por, pelo menos, mais um ano. Promessas vazias e adiamentos que colocam a educação em segundo plano.


Nomeações questionáveis ​​e irregularidades administrativas

O TCE/MA também indicou que a carga do Controlador-Geral do município foi ocupada por um servidor nomeado sem concurso público, contrariando os princípios básicos da administração pública. Embora a gestão tente fundamentar o ato com brechas legais, a escolha por cargas de confiança em áreas de controle interno fragiliza a transparência e a lisura da gestão.


Desorganização urbana e respostas insatisfatórias

O relatório ainda destacou a grave desorganização urbana em Coelho Neto, evidenciando a dificuldade na localização de áreas residenciais, especialmente na zona rural e em aglomerados urbanos informais. Os auditórios revelaram que muitas ruas não têm identificação adequada e que as casas não seguiram uma numeração sequencial, dificultando serviços básicos e até a fiscalização educacional.

A resposta da prefeitura a esse problema foi evasiva, afirmando que as medidas seriam tomadas. No entanto, é evidente que não há um plano concreto para identificar correctamente as ruas e muito menos para organizar a numeração das residências. A falta de compromisso em resolver esse problema demonstra mais uma vez a negligência da gestão Bruno Silva com as necessidades básicas da população.


População penalizada pelo descaso

As falhas apontadas pelas auditorias não são apenas questões administrativas — elas afetam diretamente a vida dos alunos e comprometem o futuro educacional de Coelho Neto. A gestão Bruno Silva se mostrou incapaz de oferecer uma educação de qualidade e continuar evoluindo áreas fundamentais para o desenvolvimento do município.

A pergunta que fica é: até quando a população de Coelho Neto vai pagar o preço pelos erros e omissões da atual administração?

O que se espera agora é que o TCE/MA adote as medidas cabíveis para responsabilizar os gestores e garantir que a educação municipal saia do estado de abandono não que se encontre. A educação deveria ser prioridade, mas, em Coelho Neto, parece ser apenas mais uma área relegada ao esquecimento.


Resposta da prefeitura ao TCE


Reginaldo Machado



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