A Crise da Saúde de Coelho Neto: Uma Tragédia, Uma Comédia ou Uma Ópera-Bufa?
A Crise da Saúde de Coelho Neto: Uma Tragédia, Uma Comédia ou Uma Ópera-Bufa?
Em Coelho Neto, a saúde pública virou um espetáculo sem roteiro, onde o povo sofre no palco e os figurões assistem confortavelmente da plateia. O enredo? Um drama real, com doses generosas de absurdo e um toque de descaso oficial.
Começamos com o famoso "Blogueiro da Saúde", aquele que, ao ser questionado sobre o tomógrafo fantasma do Centro de Imagem, preferiu desviar o assunto para política eleitoral, como se o povo estivesse interessado em discursos ao invés de exames. O equipamento, que já passou meses parado, foi retirado sem explicação. Para onde foi? Quanto custou? Por que não funcionou? Perguntas sem resposta, enquanto a saúde está em crise.
Mas o espetáculo não para por aí! Enquanto o povo ainda tentava entender o sumiço do tomógrafo, veio outro episódio dessa novela: as vans do Programa de Tratamento Fora do Domicílio (TFD) estão há QUATRO MESES sem receber. E como desgraça pouca é bobagem, os servidores da saúde também estão sem pagamento.
Agora, veja que coisa curiosa: faltam recursos para pagar os funcionários e as vans, mas para diárias de viagens não falta! Em 2025, já foram R$ 11.700 só para o Blogueiro da Saúde bater perna por aí. Teve diária de R$ 900 para Caxias (uma viagem de bate e volta!) e R$ 9.000 para cinco dias em Brasília. Quer dizer, se dependesse do dinheiro das diárias, Coelho Neto já teria resolvido a crise do transporte público!
E, para arrematar esse espetáculo de horrores, os vereadores – aqueles que deveriam fiscalizar e cobrar – parecem dizer que "a saúde vai bem"! Claro, deve ser ótimo para eles, porque para o povo está igual remédio vencido: prometeu curar, mas só deu dor de cabeça.
E aí, Coelho Neto? Vai continuar assistindo esse teatro ou vai mandar o elenco embora? Porque do jeito que vai, essa história já passou dos limites do razoável.
Elison Moraes

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