As crônicas de um gestor multitarefa: Samuel Bastos e a arte do improviso

As crônicas de um gestor multitarefa: Samuel Bastos e a arte do improviso




Em Coelho Neto, parece que há um manual secreto que ensina como transformar gestos públicos em um teatro de absurdos. O protagonista dessa saga tragicômica é Samuel Bastos, um gestor que, se fosse personagem de Ariano Suassuna, seria descrito como um "visionário perdido". Depois de uma performance mediana como secretário de comunicação – área em que tem formação, mas cujo talento ficou no "modo avião" – e de uma passagem épica pela secretaria de esportes, onde o Tancredo Neves virou palco de um rastro de destruição digno de obra pós-apocalíptica, Samuel encontrou sua mais nova missão: comandar a saúde do município. E, como diria Bóris Casoy, "isso é uma vergonha!"

Na Secretaria de Saúde, a história ganha contornos ainda mais surreais. Na UPA, a higienização foi promovida a “lenda urbana”. Vasos sanitários encardidos, pias e pisos que parecem sair direto de um filme de terror, paredes que, se falassem, gritariam por um pano com desinfetante. Os equipamentos contra incêndio são de tal forma irregular que parecem dizer: "Vamos torcer para que nada pegue fogo por aqui".

E se você achar que acabou, vem mais: ambulâncias que só faltam pedir aposentadoria, laboratórios e equipamentos para exames em condições que fariam um reality show de sobrevivência parecer simulação, além de pacientes oncológicos sendo transportados de maneira tão confortável que só falta o secretário sugerir "carroça comunitária" como solução.

Enquanto isso, a farmácia municipal está mais vazia que a cabeça de gente distraída, e a falta de profissionais na saúde parece ser um novo esporte municipal: quem pode adivinhar quando há médicos disponíveis? E no meio desse caos todo, o secretário resolve brilhar com sua grande prioridade: entregar quatro filtros de barro na zona rural. Uma obra, convenhamos, que merece um prêmio de “prioridade invertida do ano”.

Ah, e tem mais uma cereja nesse bolo de absurdos: implantaram uma ouvidoria, mas esqueceram de deixar funcionando o aparelho de Raio-X. Porque, afinal, em Coelho Neto, ouvir as reclamações é mais importante do que resolver os problemas.

A pergunta que não quer calar é: onde está o Conselho de Saúde nesse enredo tragicômico? Você está por acaso escrevendo uma carta de fuga? Ou planejam criar uma comédia musical chamada “Samuel e os Filtros de Barro”?

Como diria Cortella: “Incompetência combinada com descaso gera o tipo de fracasso que deixa marcas.” E em Coelho Neto, essas marcas estão cada vez mais visíveis – no chão sujo da UPA, nas ambulâncias quebradas e na paciência de um povo que não merece mais esse descompasso. Que Deus proteja Coelho Neto. Porque, da gestão, não dá pra esperar muito.

Elison Morais

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