Entre Promessas e Ilusões: A Comédia Amarga de um Leste Maranhense Esquecido.

Entre Promessas e Ilusões: A Comédia Amarga de um Leste Maranhense Esquecido.



Imaginem, caros leitores, que chegamos ao último dia do décimo mês do ano de 2024 em um recanto no leste maranhense, onde, dizem, até as paredes sussurram histórias que os ventos levam por toda a região. A cidade celebra seus 131 anos de emancipação política, mas o verdadeiro espetáculo, meus amigos, é protagonizado pelo "gestor" — nada menos que uma versão maranhense do Odorico Paraguaçu, aquele prefeito trambiqueiro da novela O Bem-Amado, que vive em meio a promessas e artimanhas.

O grande “feito” de Odorico não foi melhorar a cidade nem zelar pelo povo. Ao contrário! Em um ato de "magnanimidade", ele comprou uma bolsa de luxo para sua distinta companheira, que jurava que iria atender gratuitamente os habitantes da cidade. Mas, como tudo que nosso Odorico faz, as coisas vieram... desajustadas, para dizer o mínimo. A tal companheira, quando finalmente iniciou as consultas, errou de endereço e acabou atendendo em um dos bairros mais nobres da capital. E não, meus caros, não eram consultas gratuitas, tampouco para o povo da cidade — apenas para um seleto grupo, bem longe do leste maranhense.

Enquanto isso, aqui na cidade, ele inaugura uma escola reformada na Zona Rural, e a comunidade até tenta comemorar, mas as crianças chegam às aulas em ônibus que mais parecem carroças sobre rodas, sem um pingo de segurança. E a insegurança só cresce ao redor das escolas; recentemente, um assalto nas imediações de uma delas chocou a população, refletindo o descaso que permeia cada esquina. Em resumo: a escola está lá, mas a paz de frequentá-la, essa virou fumaça.

E não para por aí. Em um desfile de vaidades digno de um Zé Bonitinho encantado consigo mesmo, Odorico ainda inaugura, com grande pompa, uma pavimentação asfáltica que não é obra sua, mas do governo do estado. Ah, minha gente, esse "gestor" nem sequer conseguiu fazer uma calçada, uma sarjeta ou um sistema de condução decente para a cidade! Até o lixo, que deveria ser recolhido com ordem, se acumula como um lembrete silencioso de que a gestão dele promete muito e entrega… quase nada.

Quando se fala de recursos municipais, a coisa fica ainda mais nebulosa. As creches continuam inacabadas, um verdadeiro cenário de abandono. A Guarda Municipal? Essa só existe no papel. Nosso “Odorico Paraguaçu” administra as finanças como um Coringa de terno e gravata, rindo enquanto o caos se espalha, e deixando o povo a se perguntar: onde estão os princípios, a honestidade? E os recursos?

Ah, povo querido! Parece até um enredo de Ariano Suassuna, com a diferença de que aqui a graça é amarga, e a comédia já virou drama. Em meio a essas “inaugurações” e promessas que voam ao vento, seguimos esperando, feitos personagens esquecidos em um leste maranhense de ilusões, que um dia as coisas mudam. Até lá, seguimos rindo para não chorar, comemorando esses 131 anos com uma mistura de orgulho e desencanto.

Elison Morais

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