DENÚNCIA RECEBIDA: Saúde bate recorde de arrecadação em 2025 e, mesmo assim, agentes são demitidos

 Secretário demite agentes de endemias: Denúncia até nós, enquanto saúde bate recorde de arrecadação e parentes seguem na folha da prefeitura

DENÚNCIA RECEBIDA: Saúde bate recorde de arrecadação em 2025 e, mesmo assim, agentes são demitidos



A demissão coletiva dos agentes de endemias de Coelho Neto-MA não veio a público por iniciativa da própria gestão municipal. O episódio só se tornou conhecido após denúncia encaminhada ao Na Mira dos Fatos CN por trabalhadores da saúde, que relataram a forma constrangedora e arbitrária como foram demitidos.

Segundo a denúncia recebida pela redação, os agentes foram convocados para um café da manhã na Secretaria Municipal de Saúde e, antes mesmo do encerramento do encontro, foram surpreendidos com a comunicação de que estavam sendo demitidos sob o argumento de que seria necessário “enxugar a folha”.

Ainda conforme o relato, o secretário municipal de Saúde, Samuel Jonathan de Lima Bastos, teria afirmado que quem tivesse “padrinho político” deveria procurar seus apoiadores.

O episódio causou revolta, agentes choraram de indignação e constrangimento entre os trabalhadores e expõe uma grave contradição administrativa, sobretudo diante de dois fatos incontestáveis:

  1.  2025 foi o ano em que a saúde de Coelho Neto mais recebeu recursos da história.
  2. Diversos parentes diretos do próprio secretário seguem empregados na estrutura da prefeitura.

A pergunta que ecoa na cidade é direta:

O mesmo rigor usado para demitir agentes será aplicado aos parentes que estão na folha da prefeitura?

Saúde bate recorde de arrecadação em 2025 e, mesmo assim, agentes são demitidos

Dados oficiais do sistema InvestSUS, do Governo Federal, mostram que o Fundo Municipal de Saúde de Coelho Neto-MA recebeu em 2025 o montante de R$ 55.853.651,68, o maior volume de recursos da história do município.


Ou seja, no mesmo ano em que a saúde municipal bate recorde de arrecadação, a gestão opta por:

  • Demitir agentes de endemias;
  • Enfraquecer a vigilância sanitária;
  • Comprometer o combate à dengue, zika, chikungunya e outras doenças;
  • Expor a população a riscos epidemiológicos.

A pergunta que se impõe é inevitável:

Se a saúde nunca recebeu tanto dinheiro, por que cortar justamente quem está na linha de frente?

O discurso de austeridade não se sustenta diante dos números oficiais. Não houve crise financeira, queda de arrecadação ou colapso orçamentário. Pelo contrário: O cofre da saúde nunca esteve tão cheio.

Denúncia revela bastidores das demissões

De acordo com a denúncia recebida pelo Na Mira dos Fatos CN, a demissão ocorreu:

  • Sem aviso prévio;
  • Sem apresentação de critérios técnicos;
  • Sem estudo de impacto sanitário;
  • Sem qualquer explicação formal da Secretaria de Saúde.

A convocação para o café da manhã teria sido usada como cenário para comunicar a exoneração coletiva dos contratados, expondo os trabalhadores a uma situação humilhante e constrangedora.

A redação do Na Mira dos Fatos CN apenas cumpre seu dever constitucional de informar a população sobre um fato de evidente interesse público: A demissão em massa de profissionais da saúde em um ano de recorde histórico de arrecadação.Demissão em massa na saúde pública: Risco sanitário e possível desvio de finalidade.

Demissão em massa na saúde pública: risco sanitário e possível desvio de finalidade

Os agentes de endemias exercem função essencial na política pública de saúde. A Constituição Federal é clara ao afirmar, no artigo 196:

“A saúde é direito de todos e dever do Estado.”

A demissão em massa desses profissionais, sem planejamento técnico, pode caracterizar:

  • Negligência administrativa;
  • Risco à saúde coletiva;
  • Violação do dever constitucional do gestor.

Se a decisão foi tomada sem critérios objetivos e sem justificativa técnica formalizada, a conduta pode configurar desvio de finalidade, prática vedada pelo Direito Administrativo. E aqui fica o alerta para o Ministério Público do estado do Maranhão.


Redação | Na Mira dos Fatos CN


Reginaldo Machado – Jornalista

DRT 0098880/SP 


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