R$ 6 milhões pagos a uma empresa de transporte escolar com frota sucateada: onde está a gestão Bruno Silva?


Empresa: A. Pereira Nascimento Filho
Contrato nº 317/2023 — Processo nº PR2023.05/CLHO-00518 — Adesão nº 008/2023
A gestão do prefeito Bruno Silva desembolsou mais de R$ 6 milhões para o transporte escolar de Coelho Neto entre 2023 e 2025. O destino desse dinheiro? Uma frota com ônibus ultrapassados, mal conservados, quebrando no meio do percurso e colocando em risco a vida de crianças e adolescentes.
Não se trata de “falhas pontuais”. É um sistema de negligência que revela falta de gestão, falta de fiscalização e, principalmente, falta de respeito com o dinheiro público e com a educação.

Os números não mentem — mas a realidade desmente o governo
Pagamentos feitos pela Prefeitura de Bruno Silva:

• 2023: R$ 854.999,46
• 2024: R$ 2.909.302,26
• 2025: R$ 2.323.669,35
Valor total pago: R$ 6.087.971,07

Mesmo com cifras milionárias, os ônibus que circulam nas estradas de Coelho Neto estão longe do padrão que qualquer contrato público exigiria.
É o típico caso em que o valor é de primeiro mundo, mas o serviço é de sucata.

                             


Que transporte é esse?
A frota da empresa apresenta:
• Ônibus com mais de 10 anos de uso — muitos já deveriam estar fora de operação
• Falta de manutenção básica
• Veículos quebrando no meio do caminho
• Bancos soltos, janelas sem vedação, ferrugem exposta
• Risco mecânico real em estradas rurais
• Estudantes chegando atrasados.

Mas, em Coelho Neto, a gestão atual parece aceitar tudo — desde que a empresa continue recebendo seu pagamento milionário em dia.

Contrato exige segurança e qualidade — e a Prefeitura finge que não vê
O contrato nº 317/2023 prevê:
• Frota em bom estado de conservação
• Veículos seguro, limpos, confortáveis e adequados ao transporte escolar
• Manutenção preventiva e corretiva
• Fiscalização contínua do serviço
Nada disso vem sendo cumprido.
E a grande pergunta é:
por que a Prefeitura não exige o básico?
Faltam fiscais?
Falta interesse?
Ou falta coragem de enfrentar a empresa contratada?
O que não falta são denúncias, fotos e vídeos mostrando o sofrimento dos estudantes.

Frota velha + milhões pagos = gestão ineficiente ou algo pior?
Quando se paga mais de R$ 6 milhões por um serviço precário, duas hipóteses surgem:
👉 1. Incapacidade administrativa.
👉 2. Conivência com a precariedade.
Ambas são graves, mas uma é ainda mais grave porque envolve possível desperdício de dinheiro público e violação dos princípios da administração pública, como eficiência, economicidade e moralidade.

Quem está pagando a conta? As crianças. Sempre as crianças.
Enquanto a gestão Bruno Silva tenta vender a imagem de eficiência nas redes sociais, estudantes enfrentam:
• Frotas inseguras
• Quebras constantes
• Risco de acidentes
• Desconforto extremo
• Atrasos nas aulas
É a educação pública de Coelho Neto sendo tratada com desprezo.
O prefeito posa para fotos, grava vídeos, e a população vê — mas o que os alunos vivem no dia a dia não aparece em nenhuma propaganda oficial.

Resumindo: ou fiscaliza, ou troca a empresa ou assume a responsabilidade
A situação é grave, repetitiva e amplamente conhecida pela população.
Se a empresa entrega sucata, a Prefeitura aceita sucata.
E se aceita sucata, é porque Bruno Silva permite.
Transporte escolar não é favor:
é obrigação.
E obrigação que custou mais de seis milhões de reais aos cofres públicos.
A pergunta agora é:
de que lado a gestão está? Do lado da empresa ou dos estudantes?


Redação | Na Mira dos Fatos CN


Reginaldo Machado – Jornalista

DRT 0098880/SP 






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