Secretário de Segurança já gastou R$ 11,7 mil em diárias para São Luís em menos de três meses, enquanto violência cresce em Coelho Neto

Coelho Neto, MA – Desde sua nomeação em 14 de maio de 2025, por meio da Portaria nº 049/2025 – CC, o secretário municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Klaubeth Rômulo Albino de Lima, acumula visitas frequentes a São Luís custeadas pela Prefeitura. Cada diária foi avaliada em R$ 900,00, somando 13 diárias já pagas — um total de R$ 11.700,00 aos cofres públicos.

Imagem retirada do perfil do Facebook do Secretário


Viagens já realizadas

  • 26 e 27 de maio – 2 diárias → R$ 1.800
  • 12 e 13 de junho – 2 diárias → R$ 1.800
  • 17 e 18 de junho – 2 diárias → R$ 1.800
  • 25 de junho – 1 diária → R$ 900
  • 10 e 11 de julho – 2 diárias → R$ 1.800
  • 17 e 18 de julho – 2 diárias → R$ 1.800
  • 07 e 08 de agosto – 2 diárias → R$ 1.800

Total de diárias: 13 — Gasto total: R$ 11.700


Violência crescente preocupa população

Enquanto isso, a violência em Coelho Neto não dá trégua. Relatos e levantamentos apontam:

  • Assaltos e furtos diários, inclusive em frente às residências, especialmente à noite, em ruas sem iluminação adequada.
  • Apenas 48 policiais militares (contando setor administrativo e de rua), uma viatura e duas motos para atender mais de 41 mil habitantes.
  • Operações policiais recentes, como a Operação Paz, resultaram em várias prisões, mas não conseguiram reduzir o sentimento de insegurança.
  • Em 2024, foi necessária a intervenção de equipes ROTAM e Choque da PMMA para conter a escalada da criminalidade.

O paradoxo da segurança local

Apesar do gasto elevado, a cidade ainda não conta com Guarda Municipal em funcionamento. O concurso público está apenas em fase final e somente após sua conclusão os primeiros guardas deverão ser convocados.

Enquanto isso, a pasta comandada por Albino acumula despesas sem apresentar resultados práticos à população.

Perguntas que ficam

  • Quais foram os resultados concretos dessas viagens para Coelho Neto?
  • Onde estão os relatórios oficiais que comprovem reuniões e acordos firmados?
  • Não seria mais econômico recorrer a videoconferências e ofícios, evitando gastos tão altos aos cofres públicos?

Em meio às carências da cidade, os quase R$ 12 mil gastos em diárias levantam questionamentos sobre a gestão dos recursos públicos e as prioridades da administração municipal.


Reginaldo Machado – Jornalista DRT 0098880/SP


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