R$ 3,2 milhões na conta e trabalhadores passando fome: obra federal em Coelho Neto é paralisada por irresponsabilidade da gestão municipal
Mesmo com milhões empenhados, a Prefeitura de Coelho Neto-MA falha mais uma vez em sua obrigação básica: honrar compromissos com quem trabalha. A obra de construção da Escola de 12 salas padrão FNDE, localizada no bairro Olho D’aguinha, que deveria ser motivo de orgulho e avanço para a cidade, está paralisada.
Segundo denúncia recebida por nossa equipe, trabalhadores estão com salários atrasados, passando dificuldades e sendo obrigados a comprar alimentos fiado nos mercados da cidade para conseguir sobreviver. Além disso, fornecedores também denunciam atrasos nos pagamentos, mesmo após os serviços prestados.
O mais revoltante é que a obra tem recursos federais garantidos, e o valor de R$ 3.247.559,34 foi empenhado no dia 16 de maio de 2025 para esse fim. Ou seja, o dinheiro está reservado e disponível em caixa, mas a Prefeitura não repassa os valores para quem efetivamente carrega o projeto nas costas: os trabalhadores e fornecedores.
A empresa contratada, Construtora CA RODOSO LTDA, foi selecionada através da Concorrência Eletrônica nº 001/2025, e firmou contrato nº 117/2025 com o município. A execução da obra está vinculada ao Programa de Ações Articuladas do Governo Federal, e o investimento faz parte das transferências do FNDE — Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.
A pergunta que não quer calar:
Se o recurso está disponível, por que a Prefeitura não cumpre com sua parte?
Por que deixar famílias inteiras passando fome e pequenos comerciantes com prejuízos?
A gestão municipal, mais uma vez, demonstra descaso com a população, incompetência administrativa e falta de responsabilidade com o dinheiro público. É inadmissível que, mesmo com recursos em caixa, trabalhadores sejam desrespeitados e obras federais fiquem paradas por pura má gestão.
A população de Coelho Neto não aguenta mais tanta omissão e falta de compromisso. A educação sofre, os trabalhadores sofrem e a cidade regride. Até quando?
Márcio Edson esteve no local e confirmou a paralisação.
Reginaldo Machado

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