Quem será o próximo a morrer? Enquanto a violência explode, prefeito deve torrar mais de R$ 1,5 milhão com festa em Coelho Neto-MA!



Coelho Neto-MA vive dias de tensão, medo e insegurança. Com uma média de um homicídio por mês apenas em 2025, a cidade enfrenta uma verdadeira onda de violência que assusta moradores e desafia o poder público. No entanto, enquanto a população sofre com o abandono na área da segurança, o prefeito Bruno Silva parece ter outras prioridades.

A gestão municipal anunciou o gasto de aproximadamente R$ 1,5 milhão com o festejo de Sant’Ana, a principal festividade religiosa da cidade. Um valor expressivo, que contrasta fortemente com a realidade das ruas.

Secretaria de Segurança, sem efetivo e sem estrutura

O prefeito nomeou Klaubeth Rômulo Albino de Lima como Secretário Municipal de Segurança, mas na prática, não tem efetivo nem estrutura para atuar.

Além disso, o município realizou um concurso público para a Guarda Municipal, mas até o momento, nenhum aprovado foi nomeado, demonstrando total descaso com uma das áreas mais sensíveis da administração pública.

Solução ignorada: reforço com policiais militares de cidades vizinhas

Em conversa recente com Soliney Silva, ex-prefeito e pai do atual gestor, foi levantada uma proposta legal, viável e já adotada em outros municípios: a Prefeitura firmar convênio com a Polícia Militar do Maranhão, para que policiais de cidades como Buriti, Duque Bacelar, Afonso Cunha, Caxias e Timon possam atuar em Coelho Neto nos dias de folga, recebendo diárias pagas pela Prefeitura.

Esse modelo de cooperação tem respaldo jurídico e está previsto na Constituição Federal, sendo utilizado com sucesso em várias cidades do país. Com apenas R$ 100 mil por mês, seria possível manter até 10 policiais por dia nas ruas da cidade, de forma legal, imediata e eficaz. Mas a proposta segue completamente ignorada pela atual gestão.


Shows milionários sem transparência

Enquanto a segurança é negligenciada, os contratos para o festejo de Sant’Ana seguem firmados a todo vapor. Aqui alguns dos valores que chamam atenção:

  • Natanzinho Lima – R$ 600 mil
  • Tarcísio do Acordeon – R$ 400 mil
  • Marília Tavares – R$ 200 mil
  • Fernandinha – R$ 180 mil

E ainda haverá outras atrações. O que espanta é que nenhum dos contratos detalha o tempo de apresentação dos artistas contratados, o que dificulta avaliar a proporcionalidade dos valores pagos com recursos públicos.

A quem interessa esse silêncio?

Diante desse cenário, é urgente que o Ministério Público do Maranhão (MPMA) se manifeste, a Câmara de Vereadores cobre explicações imediatas do Executivo e o governador Carlos Brandão, por meio da Secretaria de Segurança Pública, avalie a possibilidade de intervir através da cooperação legal com a PM.

A população exige mais do que palcos e pirotecnia.
A cidade precisa de paz, ordem e respeito à vida.

Festa não pode ser prioridade quando o povo está morrendo.

Reginaldo Machado 

Na Mira dos Fatos: onde a verdade incomoda, mas a notícia é levada a sério.



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