A Prefeitura como Brinquedo: Reflexões sobre o desafio da gestão em Coelho Neto-MA
A gestão atual de Coelho Neto, comandada pelo menino Bruno Silva — e aqui o termo menino não carrega nenhum carinho, mas sim um tom de desprezo por sua imaturidade administrativa —, transformou a prefeitura em um brinquedo. Um brinquedo caro, cuja manutenção custa o suor e os impostos de cada cidadão coelhonetense. Enquanto ele brinca de governar, o povo amarga as consequências de uma gestão marcada por contradições, inércia e, acima de tudo, descaso.
Todos os anos, sem exceção, o período chuvoso traz consigo um velho conhecido da população: os alagamentos. A Região do Nereu é um exemplo clássico desse problema que persiste há mais de 35 anos. Três décadas e meia de promessas vazias e ações superficiais, onde administrações sucessivas, incluindo a atual, tratam os moradores e comerciantes dessas áreas com a mesma indiferença. Quantas vezes alertei a Secretaria de Obras, através do perfil @fatosedadoscn no Instagram, colocando medidas concretas que poderiam ao menos minimizar o impacto das chuvas? A resposta é sempre a mesma: o silêncio cúmplice de quem finge não ver.
Se em quatro anos de mandato o menino não conseguiu mover uma única peça para mudar essa realidade, por que acreditar que algo será feito agora? A verdade é que as consequências desse descaso se acumulam e devastam vidas. Quantos comerciantes já viram suas mercadorias construídas pela água que invadiram seus estabelecimentos? Quantos moradores perderam móveis e eletrodomésticos, vendo seu patrimônio escorrer pelos bueiros entupidos que a prefeitura deveria cuidar? Casas e pontos comerciais perdem valor de mercado, e quem vive nessas áreas paga um preço alto por algo que deveria ser uma obrigação básica da administração pública.
Mas nada disso parece tirar o sono do prefeito. Afinal, ele nem mora em Coelho Neto. Quando foi a última vez que você viu Bruno Silva andando pela Feirinha ou cumprimentando os comerciantes? Provavelmente, na época da campanha eleitoral, quando ele precisar do seu voto. Depois disso, a Feirinha, o Nereu e todas as regiões alagadas voltaram a ser apenas problemas dos outros.
Enquanto você, morador ou comerciante dessas áreas, acorda de madrugada para retirar um lama que invadiu sua casa, ou se arrisca em águas sujas para salvar o que resta de seu patrimônio, o prefeito está bem confortável em uma área nobre de São Luís. Ele não sente a lama nos pés, não precisa improvisar barricadas para proteger seus bens, muito menos se preocupa com os prejuízos que o descaso de sua gestão causa. Para ele, alagamentos não são mais do que números em um relatório que ninguém lê.
E não podemos esquecer de outro ponto fundamental: a omissão da Câmara Municipal. Afinal, se um prefeito é ruim, é porque os vereadores também são péssimos. São eles que têm a obrigação de cobrar, fiscalizar e propor medidas para o bem-estar da população. Mas o que vemos, na prática, é uma Câmara que parece mais uma secretaria de governo, ocupada em elogiar o prefeito enquanto ignora as necessidades reais do povo. Muitos vereadores parecem mais específicos em garantir favores e manter privilégios de que em cumprir seu papel de representantes do povo.
Cabe a nós, cidadãos, também cobrar ações desses vereadores. Eles não foram eleitos para serem meros apoiadores do prefeito, mas para fiscalizar e atuar como um contrapeso ao poder executivo. Quando a Câmara deixa de cumprir sua função, todos nós perdemos. A falta de ação dos vereadores é um sinal claro de que a política local é doentia, tomada por interesses que não atendem aos anseios da população.
É importante refletir: até quando vamos permitir que Coelho Neto seja governado por alguém que não enxerga sua dor? Até quando vamos aceitar um governo que, em vez de soluções, nos oferece desculpas, e uma Câmara Municipal que não passa de uma extensão do gabinete do prefeito?
Se nada mudar, os alagamentos continuarão sendo um reflexo da gestão incompetente e desumana do menino que transformou a prefeitura em brinquedo. Mas não nos esqueçamos: quem assiste a isso em silêncio também é cúmplice. Coelho Neto merece mais. E você, morador, merece respeito.
Elison Morais
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