Vereador anuncia pedido de CPI para investigar contratos do Carnaval após polêmica envolvendo Athylla Pivete

 

Vereador anuncia pedido de CPI para investigar contratos do Carnaval após polêmica envolvendo Athylla Pivete


A polêmica envolvendo o show não realizado do cantor Athylla Pivete durante o Carnaval de Coelho Neto ganhou novo capítulo nesta semana.

O vereador Estefane da Internet divulgou um vídeo nas redes sociais classificando o episódio como “grave e vergonhoso” e anunciou que irá protocolar na Câmara Municipal um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos do Carnaval de 2025 e 2026.

O que disse o vereador

No vídeo, o parlamentar afirmou:

“Não é briga de internet. É dinheiro público. É o imposto que sai do meu e do seu bolso.”

No vídeo ele confirma, o artista Athylla Pivete constava na programação oficial com contrato superior a R$ 10 mil, mas teria declarado publicamente que recebeu apenas R$ 500.

O vereador questiona:

“Como assim? Qual foi o papel de Ronan e de Bruno Amorim nisso? Por que o pagamento não foi direto e transparente? Onde foi parar o restante do dinheiro?”

Quem é Walber Ronan?

WALBER RONAN NASCIMENTO LOPES:

  • É servidor público municipal
  • Atua na Secretaria Municipal de Juventude
  • Ocupa o cargo de Coordenador Especial
  • Não integra a Secretaria de Cultura
  • É músico de outra banda
  • É irmão do cantor Athylla Pivete 

Ele também amplia o debate para outras contratações do Carnaval, citando:

  • Contratos de Igor Kannário
  • Contratos de Léo Santana
  • Possível devolução de valores
  • Ausência de comprovantes no Portal da Transparência

E conclui:

“O povo não quer discurso bonito. O povo quer recibo, extrato. Chega de silêncio oficial.”

O contexto da polêmica

O caso teve início após o cantor Athylla Pivete não subir ao palco na terça-feira de Carnaval, alegando não ter recebido o valor acordado.

Posteriormente, Walber Ronan Nascimento Lopes — servidor municipal lotado na Secretaria de Juventude e irmão do artista — divulgou prints nas redes sociais explicando divergências no repasse.

No Diário Oficial, consta valor superior a R$ 10 mil destinado ao artista.

As versões apresentadas publicamente apontam divergências sobre:

  • Valor efetivamente recebido
  • Forma de pagamento
  • Responsável pelo repasse

Pedido de CPI

O vereador afirmou que irá protocolar pedido de CPI para:

  • Investigar todos os contratos do Carnaval 2025 e 2026
  • Verificar pagamentos realizados
  • Conferir documentação oficial
  • Apurar eventual devolução de valores

Caso o pedido avance, a Câmara poderá requisitar:

  • Processos administrativos completos
  • Comprovantes bancários
  • Notas fiscais
  • Contratos firmados
  • Planilhas de pagamento

O que precisa ser esclarecido

Diante das declarações públicas e da movimentação política, algumas perguntas permanecem:

  • O pagamento do artista foi realizado integralmente?
  • Se sim, a quem foi pago oficialmente?
  • Houve intermediação formal?
  • O Portal da Transparência já registra os comprovantes?
  • Existe diferença entre valor contratado e valor repassado?

Importante destacar que, até o momento, não há decisão judicial ou investigação concluída que aponte irregularidade. O que existe são declarações públicas e questionamentos políticos que agora podem ser apurados institucionalmente.

Dinheiro público exige transparência

Independentemente de posicionamentos políticos, o episódio colocou em debate a necessidade de transparência total quando se trata de recursos públicos.

Se estiver tudo regular, a documentação oficial poderá esclarecer rapidamente.

Caso haja inconsistências, caberá aos órgãos competentes a devida apuração.

A população aguarda respostas formais.


Diário Oficial com os valores para as bandas.


Redação | Na Mira dos Fatos CN


Reginaldo Machado – Jornalista

DRT 0098880/SP





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