Novos Documentos Revelam que Gestão Bruno Silva Usou Licenças Autorizadas para Demitir Casal de Servidores em Coelho Neto
A situação envolvendo a demissão dos servidores Manoel Chaves Santos e Michele Silmara Mendes Santos se torna ainda mais grave com a chegada de novos documentos. As evidências apontam que a gestão do prefeito Bruno Silva transformou licenças oficialmente autorizadas pela própria Secretaria de Educação em supostas “faltas ao trabalho”, criando uma narrativa que não se sustenta diante dos registros emitidos pelo próprio município.
Documentos que desmentem a versão da prefeitura
Dois documentos que tivemos acesso, deixam clara a contradição da gestão:
✔ 1. Parecer sobre retorno antecipado — 20 de dezembro de 2019
O arquivo mostra que a Secretaria de Educação analisou formalmente o pedido de retorno antecipado da licença de Manoel Chaves.
Isso comprova que:
- O servidor estava licenciado,
- A gestão tinha conhecimento da licença,
- E tratou do assunto de forma oficial e registrada.
Não há como alegar “desaparecimento” de um servidor cuja licença estava sendo analisada pela própria secretaria.
✔ 2. Portaria nº 033/2019 – Licença sem remuneração autorizada pela Secretaria de Educação
A segunda licença, referente a Manoel e Michele, foi concedida por meio da Portaria nº 033, datada de 10 de outubro de 2019, assinada pela atual Secretária de Educação, Williane Sousa Caldas e Silva.
A portaria autorizou o afastamento dos dois servidores no período de:
10/10/2019 até 10/07/2021
Ou seja:
- a licença foi solicitada oficialmente,
- teve período definido,
- foi assinada e publicada pela própria gestão Bruno Silva.
Esse é o documento que, hoje, é ignorado pela administração ao justificar as demissões.
A contradição da gestão Bruno Silva
Apesar de ter autorizado e documentado as licenças, a gestão Bruno Silva decidiu, anos depois, demitir Manoel e Michele sob a acusação de que eles “faltaram ao trabalho”.
Mas como alguém pode “faltar” durante um período em que estava oficialmente liberado pela própria prefeitura?
Essa incoerência levanta sinais de alerta:
- Desorganização grave dentro da Secretaria de Educação,
- Falha na conferência de registros,
- Ou até decisão tomada com motivação política.
Independentemente do motivo, o resultado é o mesmo: dois servidores punidos com base em uma acusação que contradiz documentos oficiais assinados por antigos integrantes da gestão Américo que hoje fazem parte da atual gestão.
A assinatura que volta contra a própria prefeitura
A licença que hoje é tratada como “falta” foi assinada por:
Williane Sousa Caldas e Silva
Secretária Municipal de Educação
É a mesma gestora que hoje confirma a versão da administração, afirmando que os dois teriam “sumido” do trabalho.
A assinatura de Williane nas licenças desmonta essa narrativa e expõe uma séria contradição interna.
Uma gestão que não respeita seus próprios atos
O caso reforça uma prática recorrente na gestão Bruno Silva: decisões que ignoram documentos já produzidos pela própria prefeitura.
Se o município não reconhece aquilo que ele mesmo assinou, publicou e registrou, como o cidadão pode confiar em qualquer ato administrativo?
Famílias prejudicadas
Manoel e Michele trabalharam por anos servindo a comunidade.
Agora, enfrentam demissões baseadas em uma versão que não resiste aos documentos oficiais.
O impacto é profundo: perda de renda, insegurança, e o sentimento de injustiça por algo que poderia ter sido evitado com uma simples conferência de arquivos.
Procuramos a Secretaria de Educação
A Secretária Williane Caldas foi procurada pela nossa reportagem hoje às 12h02, via WhatsApp, para comentar o caso e esclarecer as contradições entre as licenças assinadas por ela e as demissões determinadas pela prefeitura.
Até o fechamento desta matéria, não obtivemos resposta.
Perguntas que a gestão Bruno Silva precisa responder
- Por que transformar licenças autorizadas em faltas ao trabalho?
- Como a Secretaria de Educação assina um afastamento e depois sustenta que o servidor “não compareceu”?
- Isso é falha interna, perseguição ou decisão tomada sem análise de documentos?
- Por que a prefeitura só agora decide punir algo que ela própria autorizou anos atrás?
O caso continua em aberto
O Na Mira dos Fatos CN seguirá acompanhando o caso e trará novas informações assim que os próximos documentos forem analisados. Tudo indica que a gestão Bruno Silva terá dificuldade em explicar as contradições reveladas até aqui.
Redação | Na Mira dos Fatos CN
Reginaldo Machado – Jornalista
DRT 0098880/SP




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